Não havia precauções que eu pudesse tomar. Não havia lugar onde pudesse me esconder. Não havia ninguém que pudesse me ajudar.Mais uma vez sozinha, decepcionada. Perguntando-me porque isso sempre acontece comigo. O desapontamento. Enxergar o que as pessoas não são, e nunca serão. Acho que é algo da minha mente, tentando criar um mundo ilusório, onde todo mundo é o que parece, o que deveria ser e ninguém é hipócrita. Nunca me satisfaço com esse mundo em que vivemos, cheio de fome, miséria, avareza, mentiras, ganância... É tão difícil tentar ver a parte benévola das coisas. Essa desordem na minha cabeça, talvez eu esteja perdendo a razão, ficando alienada. Talvez seja até melhor. Quem sabe desse modo eu não fujo da realidade por um breve momento e quando eu voltar eu esteja mais sensata. Assim espero. Cada segundo parece horas, o tempo não passa. Parece que ele está tentando me castigar por algo, tenho que descobrir o que é... Essa lentidão me incomoda. Tenho que permanecer parada para evitar que meu corpo se despedace... Sinto meu torso vazio e falta de minha pulsação... O que eu esperava? Um coração partido não pode bater... Mas eu vou viver. Não será essa desilusão que irá acabar com a minha sede de vida. É o momento de superação.
2 de agosto de 2010
Quando fiz este texto acredito estar a beira da loucura .-.
E meus dedos se desprenderam da beirada daquele precipício infindável...E de repente nada mais importava, eu só queria atenuar aquela dor. Era tão ruim. Eu já conhecia aquele tipo de dor, mas não me lembrava de sua robustez. Não havia nada que eu pudesse fazer.
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